Um olhar sobre Tristão e Isolda: a transcrição de Liszt
Nota introdutória Desbravar terrenos de conhecimento é a única forma sob a qual sei viver, e considero-me arrojada nesse sentido; no entanto, procuro escrever apenas sobre aquilo que me compete e de acordo com os limites da minha consciência. Noutros termos, procuro investigar, estudar, mas não assumo posições cujos fundamentos desconheça, ou que transgridam o meu empirismo. Efetivamente, teses e testamentos poderiam ser desenvolvidos em torno de Tristão e Isolda ou do pianismo de Liszt – uma vida revelar-se-ia insuficiente ante tal tarefa, e a minha fragilidade intelectual não me permite ainda enveredar por tais caminhos. Mediante tal atitude, e tendo em conta que esta é uma peça que integra já o meu repertório pianístico, procurarei salientar dois aspetos que julgo serem relevantes na interpretação desta peça, tanto para quem a executa, como para quem a ouve. Assim sendo, proponho-me demonstrar neste texto o simbolismo da introdução que abre esta transcrição, assim c...